Apadrinhar uma Galinha Raça Autóctone

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Conhece as raças autóctones de aves existentes em Portugal?

Venha conhecer a Amarela, a Branca, a Pedrês Portuguesa e a Preta Lusitânica. O seu gesto vai contribuir para a preservação destas espécies tão nossas.

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Descrição

Galinha Preta Lusitânica

A galinha Preta Lusitânica é muito estimada e apreciada pela qualidade e delicadeza da sua carne, pela sua notável aptidão como poedeira e chocadeira e pela sobriedade e elegância da sua plumagem negra.

Constitui uma raça antiga que sempre esteve ligada a práticas de bruxaria, ocultismo e à protecção contra o mau-olhado. Ainda hoje é prática corrente e actual que animais desta raça sejam usados para afugentar os maus espíritos quando se habita uma casa pela primeira e até nos campos de futebol para tentar receber a bênção dos deuses pagãos e assim ganhar a partida. Em S. Bartolomeu do Mar, no “banho dos santos”, as crianças levam ao colo uma galinha preta para que o medo passe em definitivo para a galinha.

 

Galinha Amarela

Presença frequente e notória nos tradicionais galinheiros do Norte de Portugal, a galinha amarela é uma raça autóctone, criada em regime extensivo nas pequenas explorações familiares da região nortenha. È também de realçar, como características ímpares destas aves, a sua rusticidade e resistência, a sua capacidade de adaptação ao meio e a sua notável aptidão produtiva, reconhecida qualidade, os quais são frequentemente utilizados na confeção de variados e deliciosos pratos e doces tradicionais, como o arroz de cabidela, o cozido à portuguesa, os folares e o pão-de-ló, verdadeiros ex-libris da gastronomia e doçaria portuguesa, entre outros.

 

Galinha Pedrês Portuguesa

Genuinamente portuguesa, esta raça de galinhas conquistou, desde sempre, a admiração das gentes da região do Norte de Portugal, não somente pela graciosidade da sua plumagem como também pela sua vitalidade, rusticidade e resistência a doenças e factores ambientais adversos. Prova disso, são alguns provérbios antigos que o povo utiliza para exaltar a qualidade destas aves, como “Galinha Pedrês vale por três” ou “Galinha Pedrês, não a mates nem a dês”.
Esta raça está distribuída por todo o Portugal continental, considerando-se o seu solar a região do Minho e alguns concelhos limítrofes do Douro Litoral e de Trás-os-Montes.
ORIGEM E HISTÓRIA
A galinha Pedrês Portuguesa esteve desde sempre associada ao aproveitamento de recursos excedentários das pequenas explorações minifundiárias do Minho e Trás-os-Montes, contribuindo desta forma para colmatar os poucos rendimentos que desde sempre estiveram associados a uma agricultura de subsistência. Atualmente, a Galinha Pedrês Portuguesa é vítima da absorção genética por inúmeras raças exóticas de maior rendimento creatopoiético.
Segundo alguns estudos efetuados sobre as origens das galinhas domésticas existe unanimidade em afirmar que estas derivam da domesticação do galo selvagem asiático (Gallus gallus).

 

Galinha Raça Branca

As galinhas de raça Branca estão referenciadas bibliograficamente no livro “A Casa Grande de Romarigães”, de Aquilino Ribeiro. Este livro relata a história, em que era oferecido um casal de frangos brancos à Santa Justa, considerada a Santa da Fertilidade ou como a advogada da esterilidade feminina, procurada pelos casais que queriam ter filhos e não conseguiam, data de 1957 e decorre precisamente no Alto Minho, em Paredes de Coura.
Sabe-se também que sempre que nascia uma galinha branca as pessoas a guardavam para oferecer a S. Bento.
Aliando estas crenças tradicionais ao gosto pela beleza da galinha branca, esta tem-se mantido, apesar de em número bastante reduzido, nas pequenas explorações do Entre Douro e Minho.
São criadas juntamente com as restantes raças de galinhas e normalmente encontram-se 1 a 2 exemplares por exploração.

Fonte: Amiba

Informação adicional

Raças autóctones

Preta Lusitânica, Amarela, Pedrês Portuguesa, Branca

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